Há poucos dias vimos na mídia o caso de uma menina de 11 anos que engravidou e a mídia escancarada pedindo que a justiça permitisse o aborto, até que a menina de 11 realizou o ato. Poucos dias depois aparece o caso de uma atriz global que afirma ter sido vítima de estupro, seguiu com a gravidez e decidiu entregar o filho para adoção. As mesmas pessoas que criticaram a juíza por não permitir o aborto da menina de 11 anos são as mesmas pessoas que criticam a ação da atriz global.

Uma questão que poderia não “textualizar”, mas uma questão que incomoda. De fato, alegar que a interrupção de uma gravidez é um direito da genitora e criticar a escolha de uma outra genitora entregar o filho para a adoção é incoerente.

Uma criança pode ser abortada, na mentalidade de muitos, porém os animais devem ser defendidos com unhas e dentes, mesmo quando ainda não nasceram. Conta-se que certa vez uma mãe de um filho de aproximadamente um ano de nascido foi ao médico falando que estava grávida e que queria interromper a gravidez, o médico perguntou se ela queria realmente matar um filho, ela prontamente respondeu que sim, então o médico simplesmente olhou para o filho já nascido e disse: tudo bem, vamos matar esse menino, é mais seguro para vc e não vai ter diferença, já que também é um filho que já esteve dentro de você. A mãe então abismada saiu da sala com os dois filhos, o já nascido e o de ainda dentro do seu ventre.

Alegam: meu corpo, minhas regras; a mulher tem o direito de escolher. Mas esquecem, quando a mulher mesmo sendo vítima de estupro, que o corpo é dela e que ela tem esse direito de escolher prosseguir com a gestação e entregar a criança à adoção. Criticarem a atitude da atriz sem ao menos se sensibilizaram por tal violência sofrida, alegam até que ela mente aí falar que foi vítima, mas se esquecem que mesmo se ela realizou o ato conscientemente também é direito de ela entregar a criança para adoção. O “a mulher tem o direito a escolha” acaba sendo deixado de lado.

O aborto, tão bem querido por algumas pessoas, não é tão abordada a questão dos perigos físicos e/ou psicológicos que uma mulher passa ao se submeter a qualquer um dos processos abortivos, a qualquer método de interrupção da gravidez.

Sabe, algo que esquecem de abordar é a questão do estuprador, o que falam sobre? Qual debate há para com essas pessoas que abusam violentamente tantas mulheres, que por medo e vergonha não falam, não denunciam, mas que também sabem que mesmo denunciando-os nada acontecerá?Ah, esses monstros, monstros que muitas vezes vestem máscaras de bonzinhos, deveriam no mínimo serem CASTRADOS, seria violência? Não tanto quanto o que eles fizeram com as mulheres. Sim, sou homem, mas essas atitudes não me enquadram nesta categoria. Enojam a humanidade, enojam o ser HOMEM.

Uma vida humana, seja ela qual for, em qual situação estiver deve ser sempre preservada, apesar de todas as mazelas existentes no mundo.

Uma mulher tem o direito de decidir prosseguir a gravidez e por fim entregar à adoção, se não está preparada, essa é a melhor e mais viável escolha.

Que a humanidade seja mais humana. E que pensem mesmo nos outros. Estejam fora do útero, ou ainda dentro do útero. Uma genitora deve ser respeitada. Uma mulher deve ser respeitada. Um monstro deve ser punido.

Trazer essa discussão, vi relevante, já que é algo inato do ser humano a vida.

Deixe um comentário

Tendência

Crie um site como este com o WordPress.com
Comece agora