De um lado a Vocação Sacerdotal do outro lado a Vocação Matrimonial. Bernardo Guimarães apresenta uma realidade onde o desejo dos pais era ver o seu filho sacerdote, a filha uma religiosa.
Eugênio, uma criança da antiga Vila Tamanduá é um menino diligente, temeroso, sensível às coisas de Deus que tem por companhia a pequena e doce Margarida.

Passado alguns anos Antunes, pai de Eugêneo, encaminha o filho a estudos para uma vida celibatária e religiosa. As crianças sofrem e não entendem essa vontade dos pais do garoto.

Eugênio e Margarida bastante próximos, confessores e íntimos. Eugênio então parte para estudos em outra cidade seguindo a vontade paterna. Margarida sofre e sente a saudade intensa em seu coração, tal como o futuro seminarista sofre a ausência.

em uma viagem de volta para casa, o protagonista se reencontra com sua amiga e reacende aquela amizade, e já com idade mais avançada sentem que aquela amizade é muito mais que isso. Por perceberem que os amigos sentem algo a mais, os pais de Eugênio decidem que ele deve ficar longe de Margarida para que cumpra os “desígnios de Deus” e realize a grande obra de se tornam sacerdote.

Há de se notar que o desejo dos pais pela fama de se ter um padre na família não o deixam perceber que o amor entre os jovens é verdadeiro e também pode ser a vontade de Deus agindo.

Indo embora novamente, Eugênio recebe a notícia que a sua amada se casara o que o deixa ainda mais atordoado, levando ele a se entregar à vontade do clero e de seus pais e deixando ordenar-se.

Bernardo Guimarães

Quando já padre retorna à terra natal, e como que pela “Providência” encontra-se com Margarida para confessá-la, descobrindo que foram enganados já que não está casada, e percebem que o sentimento entre os dois não morreu. Há nos últimos capítulos um plot twist sensacional, que pode ser descoberto quando você estimado leitor (a) realizar a leitura deste que é um exemplo belíssimo da Literatura Brasileira..

Um romance de 1872, é uma das obras do consagrado Bernardo Joaquim da Silva Guimarães escritor, professor e jornalista, consagrado pelo romance A Escrava Isaura (1875), nascido em Ouro Preto. Percursor do surrealismo na poesia brasileira, introduzindo o bestialógico (ou pantagruélico) que nada mais é do que versos sem sentido, porém metrificados. Muitos dos poemas de Bernardo Guimarães não foram publicados por serem considerados pornográficos o que resultou na perda das obras.

Guimarães é patrono da cadeira 5 na ABL (Academia Brasileira de Letras), cujo fundador foi Raimundo Correia e tiveram assento Osvaldo Cruz e Rachel de Queiroz.

Deixe um comentário

Tendência

Crie um site como este com o WordPress.com
Comece agora